Câncer de Colo Uterino

mar 30, 2021 | Artigos, Oncologia

O câncer de colo uterino é uma doença causada pela infecção do Papilomavírus Humano – também conhecido como HPV.

Esse tipo de câncer figura entre os três tumores mais comuns que afetam a saúde das mulheres, estando a sua frente
apenas o câncer de mama e o colorretal (tumor que se instaura em todo o intestino da mulher).

Apesar de ser o quarto maior causador de mortes de mulheres por câncer no Brasil, esse tipo de infecção no útero pode ser tratado na grande maioria dos casos e com chances altas de cura – sobretudo quando descoberto em seus estágios iniciais.

Atente-se para os principais sintomas da doença
O tumor no colo uterino pode não apresentar nenhum tipo de sintoma no começo, devido a sua lenta evolução. Entretanto, em estágios mais avançados da doença apresenta sinais como: sangramento vaginal fora do normal, dores e até sangramentos após uma relação sexual, menstruações mais longas que o habitual, secreções anormais na vagina (podendo ou não apresentarem sangramento), dores abdominais e na lombar, anemia e alterações no intestino e na urina.

Métodos de prevenção
Como o contágio pelo vírus HPV ocorre pela relação sexual, é importante reforçar o uso de preservativos (masculino ou feminino) para aumentar a proteção contra a infecção do Papilomavírus Humano quando ocorrer a penetração. Apenas o uso de camisinha não protege totalmente contra o vírus, pois os riscos ainda continuam caso haja contato em regiões como a vulva, perianal ou escroto.

A vacina contra HPV é gratuitamente distribuída pelo SUS e é recomendada às meninas de 9 a 14 anos e aos meninos de 11 a 14 anos. Ela protege contra os tipos 6, 11, 16 e 18 do Papilomavírus Humano. Pessoas transplantadas e portadoras de
HIV também devem ser vacinadas como medida de prevenção.

Entre outras situações que podem acrescentar maiores riscos de câncer de útero estão: tabagismo, falta de higiene e obesidade.

Tratamento
Detectar o vírus antes de seus estágios mais agudos é a melhor maneira de ter maiores chances de cura. O ideal é manter exames periódicos e preventivos como o papanicolau. Este exame é recomendado para mulheres entre a faixa etária de 25 a
64 anos que já se relacionaram sexualmente, sendo necessário ser refeito a cada 3 anos depois de dois exames seguidos dentro do período de um ano. Por ser uma doença que se alastra lentamente, é importante que se identifique o quanto antes a infecção do vírus.

Outros procedimentos que existem para tratar a doença são cirurgia, quimioterapia, radioterapia, medicamentos e a braquiterapia. O paciente avaliado deve seguir estritamente todas as orientações do médico que o avaliou.

Apesar de ter uma frequência relativamente alta de infecção, o HPV pode nem ser sentido pela mulher, pois o próprio sistema imunológico muitas vezes acaba sendo responsável pela eliminação do vírus. Contudo, é importante que as pessoas, tanto mulheres como homens, estejam atentos aos riscos e procurem todos os métodos para se prevenir de um possível câncer!

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